Seguem os parágrafos mais objetivos e diretos do que representou o famoso e mal interpretado PENTECOSTES, de acordo com O LIVRO DE URÂNTIA.
Creio que a maioria não entende este aspecto chave dos
Evangelhos, e alguns o ignoram, dando ênfase à Morte e Crucificação, quando
muito à Ressurreição. E isso é o mesmo que descartar o MOTIVO FINAL da VIDA de
JESUS, O CRISTO.
Detalhe: Estudei O LIVRO DE URÂNTIA em 2010, por aprox 1 ano, sendo que a versão impressa em português saiu em 2009 (comprei o livro de 2 mil páginas, na Livraria Cultura em São Paulo - minha favorita).
Com
certeza é um livro difícil de precisar se tudo que consta nele procede,
porém, ele é fascinante, pois não só detalha a VIDA DE JESUS, como explica a COMPOSIÇÃO DO COSMOS, o qual seria formado
por 7 SUPERUNIVERSOS, cada um contendo 100 UNIVERSOS (se não me falha a
memória), e assim por diante.
Além disso, ele diferencia OS MUNDOS PERFEITOS DE HAVONA,
dos MUNDOS EM EVOLUÇÃO (os quais são partes dos 7 SUPERUNIVERSOS).
As imagens abaixo salvei há tempo e tinha no meu arquivo, mas não anotei a fonte.
Pelas imagens acima, e abrindo o link abaixo, vão ver que valeria a pena ler partes, de acordo com os TEMAS,
que estão divididos em DOCUMENTOS, com títulos bem sugestivos – e ainda dá para
baixar o mesmo em PDF, gratuitamente, via site abaixo:
https://www.urantia.org/pt/o-livro-de-urantia/ler
Dá para ler online, como para baixar.
Acesse o PDF clicando na
Lista:
O Livro de Urântia!
PARÁGRADOS CHAVES COPIADOS
DO DOCUMENTO 194
(que segue na íntegra após)
(2063.3) 194:3.5 No Dia de Pentecostes, a religião de Jesus
quebrou todas as restrições das nações e das prisões raciais. Para sempre será
verdade que “onde está o espírito do Senhor, há liberdade”. Nesse dia, o
Espírito da Verdade tornou-se a dádiva pessoal do Mestre a cada mortal.
Esse espírito foi concedido com o propósito de qualificar os crentes mais
eficazmente, para que preguem a palavra do Reino de Deus, mas eles confundiram
a experiência, de receber o espírito efusionado, com uma parte do novo
evangelho que eles estavam formulando inconscientemente.
(2063.4) 194:3.6 Não desconsidereis o fato de que o Espírito
da Verdade foi outorgado a todos aqueles que têm uma crença sincera; essa
dádiva do espírito não veio apenas para os apóstolos. Todos os cento e vinte
homens e mulheres reunidos na sala superior receberam o novo mestre, como o
receberam todos os homens honestos de coração em todo o mundo. Esse novo
mestre foi concedido à humanidade e cada alma o recebeu na proporção do seu
amor pela verdade e da sua capacidade de apreender e compreender as realidades
espirituais. Afinal, a verdadeira religião libera-se da custódia dos sacerdotes
e de todas as castas sagradas e encontra sua manifestação real nas almas
individuais dos homens.
(2060.7) 194:2.2 A primeira missão desse espírito é, está
claro, fomentar e personalizar a verdade, pois é a compreensão da verdade
que constitui a mais elevada forma de liberdade humana. Em seguida, o
propósito desse espírito é destruir o sentimento de orfandade do crente. Tendo
Jesus estado entre os homens, todos os crentes iriam experienciar uma sensação
de solidão, não houvesse o Espírito da Verdade vindo para residir nos corações
dos homens.
(2061.1) 194:2.3 Esse outorgamento, do espírito do Filho,
preparou efetivamente todas as mentes dos homens comuns para a dádiva posterior
do espírito do Pai (o Ajustador) a toda a humanidade. Num certo sentido, esse
Espírito da Verdade é o espírito, tanto do Pai Universal como do Filho Criador.
(2061.8) 194:2.10 O termo “batismo do espírito”, que veio a
ter um uso tão geral nessa época, significou meramente a recepção consciente
dessa dádiva do Espírito da Verdade e a tomada de consciência desse novo poder
espiritual, como uma ampliação de todas as influências espirituais
experienciadas até então pelas almas conscientes de Deus.
(2061.9) 194:2.11 Desde a outorga do Espírito da Verdade,
está o homem sujeito ao ensinamento e ao guiamento de um dom espiritual
tríplice: o espírito do Pai, o Ajustador do Pensamento; o espírito do Filho, o
Espírito da Verdade; o espírito do Espírito, o Espírito Santo.
[Nota: o Espírito do Pai, via Ajustador do Pensamento, é o equivalente ao Atman dos hindus, ou
Centelha Divina ou Semente Divina, e similares].
3. O que Ocorreu em Pentecostes
(2062.10) 194:3.1
Muitos ensinamentos estranhos e raros estão ligados às primeiras narrativas do
Dia de Pentecostes. Os acontecimentos deste dia, em que o novo mestre, o
Espírito da Verdade, veio para residir com a humanidade, tornaram-se confusos,
em épocas posteriores, por causa das explosões tolas de uma emoção exagerada.
A missão principal dessa efusão do espírito do Pai e do
Filho é a de ensinar aos homens sobre as verdades do amor do Pai e da
misericórdia do Filho.
(2065.1) 194:3.13 Até Pentecostes, a religião havia revelado
apenas o homem à procura de Deus; desde Pentecostes, permanece o homem na busca
de Deus, mas brilha sobre o mundo o espetáculo de Deus, que também busca o
homem e que, tão logo o tenha achado, envia o Seu espírito para residir dentro
dele.
(2065.2) 194:3.14 Antes dos ensinamentos de Jesus, que
culminaram em Pentecostes, as mulheres tinham pouca ou nenhuma posição
espiritual, segundo os pequenos dogmas das religiões mais antigas. Depois de
Pentecostes, na irmandade do Reino, as mulheres colocaram-se perante Deus em
igualdade com os homens. Entre os cento e vinte seres humanos que receberam
essa visitação especial do espírito, estavam muitas das mulheres discípulas e
elas compartilharam dessas bênçãos igualmente com os crentes masculinos. O
homem não mais pode presumir monopolizar o ministério dos serviços religiosos.
O fariseu poderia continuar a agradecer a Deus por não “haver nascido mulher,
nem leproso, nem gentio”, mas, entre os seguidores de Jesus, a mulher foi para
sempre libertada de todas as discriminações baseadas no sexo. Pentecostes pôs
fim a todas as discriminações religiosas fundadas em distinções raciais,
diferenças culturais, castas sociais, ou preconceito de sexo. Não é de se
estranhar que os crentes da nova religião clamassem aos brados: “Onde está o
espírito do Senhor, lá está a liberdade”.
(2065.6) 194:3.18 Pentecostes teve o propósito de minimizar
a presunção dos indivíduos, grupos, nações e raças. A tensão desse sentimento
de presunção aumenta tanto que, periodicamente, desemboca em guerras
destrutivas. A humanidade pode ser unificada apenas pelo enfoque espiritual; e
o Espírito da Verdade é, neste mundo, uma influência universal.
O Livro
de Urântia
Documento
194
O Outorgamento do Espírito da Verdade
(2059.1) 194:0.1 POR VOLTA de uma hora, no início da tarde e
no momento em que cerca de cento e vinte crentes estavam empenhados na oração,
todos se aperceberam de uma estranha presença na sala. Ao mesmo tempo os
discípulos tornaram-se todos conscientes de uma sensação nova e profunda de
alegria espiritual, de segurança e de confiança. Essa consciência nova de força
espiritual foi imediatamente seguida por um vigoroso impulso de sair e de
proclamar publicamente a palavra do Reino de Deus e as boas-novas de que Jesus
havia ressuscitado de entre os mortos.
(2059.2) 194:0.2 Pedro levantou-se e declarou que aquilo
devia ser a vinda do Espírito da Verdade, que o Mestre lhes havia prometido; e
propôs que fossem ao templo e iniciassem a proclamação das boas-novas confiadas
às mãos deles. E todos fizeram aquilo que Pedro havia sugerido.
(2059.3) 194:0.3 Esses homens haviam sido instruídos e
treinados no sentido de que a palavra de Deus, que iriam pregar, devesse ser a
paternidade de Deus e a filiação do homem, mas, exatamente nesse momento de
êxtase espiritual e de triunfo pessoal, tudo o que esses homens conseguiam
pensar, como sendo a melhor informação, como a grande nova, foi no fato de o
Mestre haver ressuscitado.
E assim eles saíram, dotados de um poder vindo do alto,
pregando as boas-novas ao povo — e mesmo a salvação por meio de Jesus —,
contudo, não intencionalmente, caíram no erro de substituir a mensagem em si do
próprio evangelho, por alguns dos fatos ligados ao evangelho. Sem assim o
querer, Pedro caiu nesse erro; os outros o seguiram; e até mesmo Paulo, o qual
criou uma religião recente baseada numa nova versão das boas-novas.
(2059.4) 194:0.4 O evangelho do Reino de Deus é: o fato da
paternidade de Deus, combinado com a verdade resultante da filiação-irmandade
dos homens. O cristianismo, como se desenvolveu a partir desse dia, é: o fato
de Deus, enquanto Pai do Senhor Jesus Cristo, em associação com a experiência
da crença-comunhão com o Cristo ressuscitado e glorificado.
(2059.5) 194:0.5 Não é de se estranhar que esses homens,
impregnados pelo espírito, se houvessem agarrado à oportunidade de expressar os
seus sentimentos de triunfo sobre as forças que tinham tentado destruir o seu
Mestre, deixando de lado, desse modo, a influência dos ensinamentos dele. Em
momentos como esses mais fácil era lembrarem-se da sua ligação pessoal com
Jesus e enlevarem-se com a segurança de que o Mestre ainda estava vivo, de que
a sua amizade com ele não havia chegado ao fim; e de que o espírito tinha
realmente vindo sobre eles tal como ele havia prometido.
(2059.6) 194:0.6 Esses crentes sentiram-se subitamente
transladados para um outro mundo, em uma nova existência na alegria, poder e
glória. O Mestre havia dito a eles que o Reino viria em poder; e alguns deles
pensaram que estavam começando a vislumbrar o que ele havia desejado expressar.
(2059.7) 194:0.7 E quando tudo isso é levado em
consideração, não fica difícil entender o modo como esses homens puseram-se a
pregar um novo evangelho sobre Jesus, em lugar da sua mensagem anterior da
paternidade de Deus e da irmandade entre os homens.
1.
O Sermão de Pentecostes
(2060.1) 194:1.1 Os apóstolos haviam permanecido escondidos
por quarenta dias. Ocorreu que era o dia do festival de Pentecostes, e milhares
de visitantes de todas as partes do mundo estavam em Jerusalém. Muitos vieram
para essa festa, mas a maioria havia permanecido na cidade desde a Páscoa. E,
agora, os amedrontados apóstolos saíam de uma reclusão de semanas, para
aparecer ousadamente no templo, onde começavam a pregar a nova mensagem de um
Messias ressuscitado. E todos os discípulos estavam igualmente conscientes de
que haviam recebido algum novo dom espiritual de visão interior e de poder.
(2060.2) 194:1.2 Eram aproximadamente duas horas quando
Pedro postou-se exatamente naquele mesmo lugar em que o seu Mestre havia
ensinado da última vez nesse templo, onde havia pronunciado o chamamento, cheio
de paixão, que resultou na conquista de mais de duas mil almas. O Mestre havia
ido embora, mas eles descobriram subitamente que esse relato sobre Jesus
exercia um grande poder junto ao povo. E não era de se admirar que eles
estivessem sendo levados agora, a continuar proclamando aquilo que justificava a
sua devoção anterior a Jesus, e que, ao mesmo tempo, era o que compelia todos a
acreditarem nele. Seis dos apóstolos participaram desse encontro: Pedro, André,
Tiago, João, Filipe e Mateus. Eles conversaram por mais de uma hora e meia e
pronunciaram mensagens em grego, hebreu e aramaico, bem como umas poucas
palavras noutras línguas das quais tinham algum conhecimento.
(2060.3) 194:1.3 Os líderes dos judeus estavam estupefatos diante da audácia dos apóstolos, mas, por causa do grande número dos que acreditavam no seu relato, temiam incomodá-los.
(2060.4) 194:1.4 Lá pelas quatro e meia, mais de dois mil
novos crentes seguiram os apóstolos até as águas de Siloé, onde Pedro, André,
Tiago e João batizaram-nos em nome do Mestre. E estava escuro quando eles
acabaram de batizar essa multidão.
(2060.5) 194:1.5 Pentecostes era a grande festa do batismo,
o tempo de dar as boas-vindas aos prosélitos convertidos de fora, os gentios
que desejavam servir a Yavé. Era, portanto, mais fácil que um grande número,
tanto de judeus quanto de gentios crentes, se submetesse ao batismo nesse dia.
Ao fazer isso, eles não estavam de nenhum modo desligando-se da fé judaica.
Mesmo algum tempo depois, esses crentes em Jesus, continuaram sendo uma seita
separada dentro do judaísmo. Todos eles, incluindo os apóstolos, permaneciam
leais aos requisitos essenciais do sistema cerimonial judaico. 2.
2. O Significado de Pentecostes
(2060.6) 194:2.1 Jesus viveu na Terra e ensinou um evangelho
que redimiu a humanidade da superstição de que o homem era um filho do mal; e
elevou-o à dignidade de filho de Deus pela fé. A sua mensagem, tal como Jesus a
pregou e viveu-a nos seus dias, foi uma solução eficaz para as dificuldades do
homem, na época em que foi proposta. E agora, que ele deixou pessoalmente o
mundo, ele enviou no seu lugar o Espírito da Verdade, que está destinado a
viver no homem e, para cada nova geração, a restabelecer a mensagem de Jesus,
de um modo tal que cada grupo novo de mortais, a surgir na face da Terra, tenha
uma versão nova e atualizada da palavra de Deus, como um esclarecimento pessoal
e um guiamento grupal, que se constituirá em uma solução efetiva para as
dificuldades espirituais variadas e sempre novas.
(2060.7) 194:2.2 A primeira missão desse espírito é, está
claro, fomentar e personalizar a verdade, pois é a compreensão da verdade
que constitui a mais elevada forma de liberdade humana. Em seguida, o
propósito desse espírito é destruir o sentimento de orfandade do crente. Tendo
Jesus estado entre os homens, todos os crentes iriam experienciar uma sensação
de solidão, não houvesse o Espírito da Verdade vindo para residir nos corações
dos homens.
(2061.1) 194:2.3 Esse outorgamento, do espírito do Filho,
preparou efetivamente todas as mentes dos homens comuns para a dádiva posterior
do espírito do Pai (o Ajustador) a toda a humanidade. Num certo sentido, esse
Espírito da Verdade é o espírito, tanto do Pai Universal como do Filho Criador.
(2061.2) 194:2.4 Não cometais o erro de esperar ter uma
consciência intelectualmente forte e nítida do Espírito da Verdade efundido.
O espírito nunca gera uma consciência de si mesmo, mas cria uma consciência de
Michael, o Filho. Desde o princípio, Jesus ensinou que o espírito não falaria
de si mesmo. A prova, entretanto, do vosso envolvimento com o Espírito da
Verdade, não há de ser encontrada na vossa consciência desse espírito, mas,
muito mais intensamente, na vossa experiência de uma irmandade mais elevada com
Michael.
(2061.3) 194:2.5 O espírito veio também para ajudar os
homens a relembrarem-se das palavras do Mestre e compreenderem-nas; bem como
para iluminá-los, na reinterpretação da vida dele na Terra.
(2061.4) 194:2.6 Em seguida o Espírito da Verdade veio para
ajudar aos que acreditam a testemunhar sobre as realidades dos ensinamentos de
Jesus e sua vida, como ele a viveu na carne e como novamente a vive, de modo
renovado e pujante, no indivíduo que crê, em cada nova geração de filhos de
Deus plenificados pelo espírito.
(2061.5) 194:2.7 Assim, torna-se, pois, evidente que o
Espírito da Verdade vem, realmente, para conduzir todos os que crêem, a toda a
verdade, ao conhecimento expansivo da experiência da consciência espiritual
viva e crescente, na realidade da filiação ascendente e eterna a Deus.
(2061.6) 194:2.8 Jesus viveu uma vida que é uma revelação do
homem submetido à vontade do Pai, e não um exemplo que todo homem deva
literalmente tentar seguir. Essa vida na carne, junto com a sua morte na cruz e
a ressurreição subsequente, tornou- se atualmente um novo evangelho para o
resgate, que é pago, assim, com o fim de retomar o homem, de volta, das garras
do mal — da condenação de um Deus ofendido. Entretanto, mesmo havendo a palavra
de Deus sido grandemente distorcida, permanece o fato de que essa nova mensagem
sobre Jesus traz em si muitas verdades e os ensinamentos fundamentais das suas
primeiras palavras ao Reino. E, mais cedo ou mais tarde, essas verdades
ocultas, da paternidade de Deus e da irmandade dos homens, emergirão para
transformar efetivamente a civilização de toda a humanidade.
(2061.7) 194:2.9 Mas esses erros do intelecto não
interferem, de modo algum, no grande progresso de crescimento, em espírito, dos
que crêem. Menos de um mês depois da outorga do Espírito da Verdade, os
apóstolos fizeram um progresso espiritual maior do que durante os quatro anos,
quase, de convívio amoroso pessoal com o Mestre. Nem a substituição da verdade
do evangelho salvador, que é a filiação a Deus, pelo fato da ressurreição de
Jesus, tampouco, interferiu na rápida difusão dos seus ensinamentos; ao contrário,
os novos ensinamentos sobre a sua pessoa e sobre a sua ressurreição, mesmo
ofuscando a mensagem de Jesus, parece haverem também facilitado grandemente a
pregação das boas-novas.
(2061.8) 194:2.10 O termo “batismo do espírito”, que veio a
ter um uso tão geral nessa época, significou meramente a recepção consciente
dessa dádiva do Espírito da Verdade e a tomada de consciência desse novo poder
espiritual, como uma ampliação de todas as influências espirituais
experienciadas até então pelas almas conscientes de Deus.
(2061.9) 194:2.11 Desde a outorga do Espírito da Verdade,
está o homem sujeito ao ensinamento e ao guiamento de um dom espiritual
tríplice: o espírito do Pai, o Ajustador do Pensamento; o espírito do Filho, o
Espírito da Verdade; o espírito do Espírito, o Espírito Santo.
(2062.1) 194:2.12 De um certo modo, a humanidade está
sujeita à influência dupla, de apelo sétuplo, das influências espirituais do
universo. As raças evolucionárias primitivas, de mortais, estão submetidas ao
contato progressivo com os sete espíritos ajudantes da mente do Espírito
Materno do universo local. À medida que o homem progride, escala acima, em
inteligência e em percepção espiritual, vão chegando até ele e residindo nele
as sete influências dos espíritos superiores. E esses sete espíritos, dos mundos
em avanço, são:
(2062.2) 194:2.13 1. O espírito outorgado, do Pai Universal
— o Ajustador do Pensamento.
(2062.3) 194:2.14 2. A presença espiritual do Filho Eterno —
a gravidade espiritual do universo dos universos; e o canal certo para a
comunhão de todos os espíritos.
(2062.4) 194:2.15 3. A presença espiritual do Espírito
Infinito — o espírito-mente de toda a criação, a fonte espiritual da semelhança
intelectual de todas as inteligências progressivas.
(2062.5) 194:2.16 4. O espírito do Pai Universal e do Filho
Criador — o Espírito da Verdade, geralmente visto como o espírito do Filho do
Universo.
(2062.6) 194:2.17 5. O espírito do Espírito Infinito e do
Espírito Materno do Universo — o Espírito Santo, geralmente considerado o
espírito do Espírito do Universo.
(2062.7) 194:2.18 6. O espírito-mente do Espírito Materno do
Universo — os sete espíritos ajudantes da mente do universo local.
(2062.8) 194:2.19 7. O espírito do Pai, dos Filhos e dos
Espíritos — o espírito, com um nome novo, dos mortais ascendentes dos reinos,
depois da fusão da sua alma mortal, nascida do espírito, com o Ajustador do
Pensamento; e após haverem-se elevado, subsequentemente, até a divindade e
atingido a glorificação, por meio do status que atingem no Corpo de Finalidade
do Paraíso.
(2062.9) 194:2.20 E assim a dádiva do Espírito da Verdade
trouxe ao mundo e aos seus povos o último dom do espírito, destinado a ajudar
na busca ascendente de Deus.
3. O que Ocorreu em Pentecostes
(2062.10) 194:3.1
Muitos ensinamentos estranhos e raros estão ligados às primeiras narrativas do
Dia de Pentecostes. Os acontecimentos deste dia, em que o novo mestre, o
Espírito da Verdade, veio para residir com a humanidade, tornaram-se confusos,
em épocas posteriores, por causa das explosões tolas de uma emoção exagerada.
A missão principal dessa efusão do espírito do Pai e do
Filho é a de ensinar aos homens sobre as verdades do amor do Pai e da
misericórdia do Filho.
Essas são as verdades da divindade que o homem pode
compreender muito melhor que todos os outros traços do caráter divino. O
Espírito da Verdade ocupa-se, principalmente, da revelação da natureza do
espírito do Pai e do caráter moral do Filho.
O Filho Criador, quando esteve encarnado, revelou Deus aos
homens; o Espírito da Verdade, no coração, revela o Filho Criador aos homens.
Quando o homem colhe, na sua vida, “os frutos do espírito”, ele está
simplesmente comprovando as características que o Mestre manifestou na sua
própria vida terrena.
Quando Jesus esteve na Terra, ele viveu a sua vida como
uma personalidade — Jesus de Nazaré. Como espírito residente do “novo
instrutor”, desde Pentecostes, o Mestre tem sido capaz, novamente, de viver a
sua vida na experiência de todos os crentes que aprenderam e assimilaram a
verdade.
(2062.11) 194:3.2 Muitas das coisas que acontecem no decurso
de uma vida humana são duras para serem compreendidas, difíceis de serem
reconciliadas com a ideia de que este é um universo no qual prevalece a verdade
e onde a retidão triunfa. Muito frequentemente parece que o insulto, as
mentiras, a desonestidade e a falta de retidão — o pecado — prevalecem. E a fé,
afinal, triunfa sobre o mal, o pecado e a iniquidade? Sim, triunfa. E a vida e
a morte de Jesus são a prova eterna de que a verdade da bondade e da fé, na
criatura conduzida pelo espírito, será sempre justificada. Quando crucificado,
chegaram a zombar de Jesus na cruz dizendo: “Vamos ver se Deus virá para
libertá-lo”. E o dia da crucificação ficou escuro, mas, na manhã da
ressurreição, estava gloriosamente luminoso; e ainda mais brilhante e mais
cheio de júbilo esteve o Dia de Pentecostes. As religiões do desespero
pessimista buscam obter a liberação das cargas da vida, elas almejam a extinção
em um repouso e em um sonho sem fim. Essas religiões são as do medo e pavor
primitivos. A religião de Jesus é uma palavra nova de fé, que há de ser
proclamada à humanidade, em meio à sua luta. Essa nova religião está fundada na
fé, na esperança e no amor.
(2063.1) 194:3.3 A vida mortal deu os mais duros, cruéis e
amargos golpes em Jesus; e este homem recebeu todos os golpes desesperados, com
fé, coragem e com a determinação inarredável de cumprir a vontade do Pai. Jesus
aceitou a vida, em toda a sua realidade terrível, com mestria — até mesmo na
morte. Ele não usou a religião como uma liberação para a vida. A religião de
Jesus não procura escapar desta vida, com o fito de desfrutar da felicidade de
uma outra existência. A religião de Jesus proporciona a felicidade e a paz de
uma outra existência espiritual que eleva e enobrece a vida que os homens vivem
agora na carne.
(2063.2) 194:3.4 Se a religião é um ópio para o povo, assim
não é a religião de Jesus. Na cruz ele recusou-se a beber a droga mortal, e o
seu espírito, efusionado em toda a carne, é uma influência mundial poderosa que
conduz o homem à elevação, levando-o a progredir. O impulso espiritual para o
progresso é a força mais poderosa presente neste mundo; aquele que é o
verdadeiro crente no aprendizado da verdade possui a alma que progride ativa e
dinamicamente sobre a Terra.
(2063.3) 194:3.5 No Dia de Pentecostes, a religião de Jesus
quebrou todas as restrições das nações e das prisões raciais. Para sempre será
verdade que “onde está o espírito do Senhor, há liberdade”. Nesse dia, o
Espírito da Verdade tornou-se a dádiva pessoal do Mestre a cada mortal. Esse
espírito foi concedido com o propósito de qualificar os crentes mais
eficazmente, para que preguem a palavra do Reino de Deus, mas eles confundiram
a experiência, de receber o espírito efusionado, com uma parte do novo evangelho
que eles estavam formulando inconscientemente.
(2063.4) 194:3.6 Não desconsidereis o fato de que o Espírito
da Verdade foi outorgado a todos aqueles que têm uma crença sincera; essa
dádiva do espírito não veio apenas para os apóstolos. Todos os cento e vinte
homens e mulheres reunidos na sala superior receberam o novo mestre, como o
receberam todos os homens honestos de coração em todo o mundo. Esse novo mestre
foi concedido à humanidade e cada alma o recebeu na proporção do seu amor pela
verdade e da sua capacidade de apreender e compreender as realidades
espirituais. Afinal, a verdadeira religião libera-se da custódia dos sacerdotes
e de todas as castas sagradas e encontra sua manifestação real nas almas
individuais dos homens.
(2063.5) 194:3.7 A religião de Jesus desenvolve o tipo mais elevado de civilização humana, pois cria o tipo mais elevado de personalidade espiritual e proclama a condição sagrada da pessoa. (2063.6) 194:3.8 A vinda do Espírito da Verdade, em Pentecostes, tornou possível uma religião que não é nem radical nem conservadora; não é nem a velha nem a nova, que não irá ser dominada nem pelos velhos nem pelos jovens. A existência da vida terrena de Jesus proporciona um ponto fixo para a ancoragem do tempo, enquanto o outorgamento do Espírito da Verdade proporciona a expansão eterna e o crescimento interminável da religião que ele viveu e da palavra de Deus por ele proclamada. O espírito conduz para dentro de toda a verdade; ele é o mestre de uma religião que se expande e cresce sempre, de progresso sem fim e de revelação do divino. Esse novo mestre desvelará, para sempre, ao crente em busca da verdade, tudo aquilo que esteve tão divinamente velado e contido na pessoa e na natureza do Filho do Homem.
(2064.1) 194:3.9 As manifestações
ligadas à outorga do “novo mestre”, e o modo como os homens de várias raças e
nações, reunidas em Jerusalém, receberam a pregação dos apóstolos, indicam a
universalidade da religião de Jesus. O evangelho do Reino de Deus não devia ser
identificado com nenhuma raça, cultura ou língua em particular. Esse Dia de
Pentecostes testemunhou um grande esforço do espírito, no sentido de liberar a
religião de Jesus dos seus elos herdados dos judeus. Mesmo após essa
demonstração da efusão do espírito sobre toda a carne, os apóstolos, no
princípio, ainda tentaram impor os quesitos do judaísmo aos convertidos. E até
mesmo Paulo teve problemas com os seus irmãos de Jerusalém, porque ele se
recusou a submeter os gentios às práticas judaicas. Nenhuma religião revelada
pode difundir-se pelo mundo inteiro se comete o grave erro de se deixar permear
por uma cultura nacional ou de se ligar a práticas raciais, sociais ou
econômicas.
(2064.2) 194:3.10 A outorga do Espírito da Verdade foi
independente de todas as formas, cerimônias, lugares sagrados e comportamentos
especiais da parte daqueles que receberam, em plenitude, a sua manifestação.
Quando o espírito veio sobre as pessoas reunidas no salão superior, elas
estavam simplesmente sentadas lá, tendo acabado de orar em silêncio. O espírito
foi concedido tanto no campo como na cidade. Não foi necessário que os
apóstolos se dirigissem a um local isolado, durante anos de meditação solitária,
para que recebessem o espírito. Para todo o sempre, Pentecostes desligou a
experiência espiritual da noção de que houvesse locais especialmente
favorecidos.
(2064.3) 194:3.11 Pentecostes, com o seu dom espiritual,
estava destinado a desligar a religião do Mestre de qualquer dependência de
força física; os mestres dessa nova religião estão agora equipados com armas
espirituais. Devem sair para conquistar o mundo com o perdão infalível, com uma
boa vontade incomparável e amor abundante. Eles estão equipados para sobrepor o
bem ao mal, para vencer o ódio pelo amor, para destruir o temor com uma fé
corajosa na verdade.
Jesus já havia ensinado aos seus seguidores que a sua
religião nunca era passiva; e que os seus discípulos deviam ser sempre ativos e
positivos nas suas ministrações de misericórdia e nas suas manifestações de
amor. Esses crentes já não consideravam Yavé como o “Senhor das Hostes”. Eles
agora consideravam a Deidade eterna como o “Deus, e Pai do Senhor Jesus
Cristo”. Pelo menos esse progresso eles fizeram, ainda que não tenham
apreendido, inteiramente, a verdade de que Deus é também o Pai de todos os indivíduos.
(2064.4) 194:3.12 Pentecostes dotou o homem mortal com o
poder de perdoar as agressões pessoais, de manter-se doce em meio à injustiça
mais grave, de permanecer firme em face do perigo mais tremendo, e de desafiar
os males do ódio e da ira, por meio de atos audazes de amor e de paciência.
Urântia passou, na sua história, pela destruição de guerras grandes e
arrasadoras. Todos os participantes dessas lutas terríveis encontraram a
derrota. Houve apenas um vitorioso; houve apenas um, que saiu dessas lutas amargas
com a sua reputação mais elevada — e este foi Jesus de Nazaré e a sua palavra
divina, de sobrepujar o mal com o bem. O segredo de uma civilização melhor está
contido nos ensinamentos do Mestre, sobre a irmandade dos homens, a boa vontade
do amor e confiança mútuos.
(2065.1) 194:3.13 Até Pentecostes, a religião havia revelado
apenas o homem à procura de Deus; desde Pentecostes, permanece o homem na busca
de Deus, mas brilha sobre o mundo o espetáculo de Deus, que também busca o
homem e que, tão logo o tenha achado, envia o Seu espírito para residir dentro
dele.
(2065.2) 194:3.14 Antes dos ensinamentos de Jesus, que
culminaram em Pentecostes, as mulheres tinham pouca ou nenhuma posição
espiritual, segundo os pequenos dogmas das religiões mais antigas. Depois de
Pentecostes, na irmandade do Reino, as mulheres colocaram-se perante Deus em
igualdade com os homens. Entre os cento e vinte seres humanos que receberam
essa visitação especial do espírito, estavam muitas das mulheres discípulas e
elas compartilharam dessas bênçãos igualmente com os crentes masculinos. O homem
não mais pode presumir monopolizar o ministério dos serviços religiosos. O
fariseu poderia continuar a agradecer a Deus por não “haver nascido mulher, nem
leproso, nem gentio”, mas, entre os seguidores de Jesus, a mulher foi para
sempre libertada de todas as discriminações baseadas no sexo. Pentecostes pôs
fim a todas as discriminações religiosas fundadas em distinções raciais,
diferenças culturais, castas sociais, ou preconceito de sexo. Não é de se
estranhar que os crentes da nova religião clamassem aos brados: “Onde está o
espírito do Senhor, lá está a liberdade”.
(2065.3) 194:3.15 Tanto a mãe quanto um irmão de Jesus estavam presentes entre os cento e vinte crentes e, como membros desse grupo comum de discípulos, eles também receberam o espírito efundido. Eles não receberam, de tal dom do bem, nada mais do que os seus semelhantes. Nenhuma dádiva especial foi conferida aos membros da família terrena de Jesus. Pentecostes marcou o fim dos sacerdócios especiais e de toda a crença em famílias sagradas.
(2065.4) 194:3.16 Antes de Pentecostes os apóstolos haviam
renunciado a muitas coisas por Jesus. Tinham sacrificado os seus lares,
famílias, amigos, bens mundanos e posição. Em Pentecostes eles entregaram-se a
Deus; e o Pai e o Filho responderam, dando-se ao homem — enviando os Seus
espíritos para residir dentro do homem. Essa experiência de perder o eu, e de
encontrar o espírito, não foi apenas a da emoção; foi um ato de autorrendimento
inteligente e de consagração sem reservas.
(2065.5) 194:3.17 Pentecostes foi o chamado à unidade
espiritual, entre os que acreditam na palavra sagrada. Quando o espírito desceu
sobre os discípulos, em Jerusalém, a mesma coisa aconteceu na Filadélfia,
Alexandria e em todos os outros lugares onde estavam os crentes verdadeiros.
Era verdade, literalmente, que “havia uma só alma e só um coração, na multidão
dos crentes”. A religião de Jesus é a mais poderosa influência unificadora que
o mundo jamais conheceu.
(2065.6) 194:3.18 Pentecostes teve o propósito de minimizar
a presunção dos indivíduos, grupos, nações e raças. A tensão desse sentimento
de presunção aumenta tanto que, periodicamente, desemboca em guerras
destrutivas. A humanidade pode ser unificada apenas pelo enfoque espiritual; e
o Espírito da Verdade é, neste mundo, uma influência universal.
(2065.7) 194:3.19 A vinda do Espírito da Verdade purifica o
coração humano e conduz a pessoa, que o recebe, a formular um único propósito
de vida, na vontade de Deus e para o bem-estar dos homens. O espírito material
do egoísmo foi engolfado por essa nova outorga de altruísmo. Pentecostes, então
e agora, significa que o Jesus da história se tornou o Filho divino da
experiência vivente. A exultação, que esse espírito traz ao ser efundido, e,
quando é experimentado conscientemente na vida humana, é um tônico para a
saúde, um estímulo para a mente e uma energia infalível para a alma.
(2065.8) 194:3.20 A prece não trouxe o espírito no Dia de
Pentecostes; mas teve muito a ver com a determinação da capacidade de
receptividade que caracterizou cada indivíduo crente. A prece não conduz o
coração divino à generosidade da dádiva da graça, mas, muito frequentemente,
forma canais mais largos e mais profundos pelos quais a graça e os
outorgamentos divinos podem fluir até os corações e as almas daqueles que se
lembram assim de manter uma comunhão ininterrupta com o seu Criador, por meio
da prece sincera e da adoração verdadeira.
Comentários
Postar um comentário