A NOSSA PRECIOSA PITANGA!

 

IMAGEM WIKICOMMONS

PÉ DE PITANGA FLORINDO


FATOS PITORESCOS DE MINHA VIDA


O SABOR DA CEREJA SURINAM

O dia amanheceu nublado e frio aqui na Serra Gaúcha e Encosta da Serra – mas amanhã devemos ter sol. Tomara! Embora hoje menos frio. O problema é a umidade. Dias atrás 100 por cento.

Hoje, na verdade ontem a noite, devido ao fuso horário, um amigo suiço-italiano, que mora na Tailândia há um tempo, me perguntou se eu conhecia o sabor da CEREJA SURINAM. Respondi espontaneamente que não, mas iria checar, visto que ele comprou quatro mudas e tinha ouvido opiniões controversas.

Nisso decidi checar no Google de que espécie de Cereja se tratava. Pasmem: é a nossa Pitanga! E daí não resisti de contar minha história com um pé de Pitanga, que nossa Mãe plantou e que dava frutos anualmente, embora que numa região fria, por isso...

Num dos invernos rigorosos (no leste do Paraná, perto de Curitiba, cuja cidade tem a menor incidência horária de sol do Brasil – ou tinha, por isso a apelidei de New England, para descobrir um ano depois, que, de fato, por causa do clima, lá se criam Cavalos Ingleses... etc.). 

Bem, num dos tais invernos rigorosos, e o pé de Pitanga carregado de florzinhas branquinhas, minha Mãe comentou que ele não iria aguentar aquela madrugada gelada. (Lá já chegou a fazer 6 graus abaixo de zero). Vejam algumas fotos dos meus álbuns no final deste post – inclusive da Pitanga em flor!

Por isso cobri o pé com um pano, mas, provavelmente seria insuficiente – então minha Mãe comentou que o ideal seria acender um fogo na madrugada (quando as temperaturas caem drasticamente). 

Conclusão: deixei um montante de lenha na churrasqueira móvel dela, e, na calada da madrugada, acendi o fogo, levei meu mate caliente, me empacotei feito Heidi, inclusive com um poncho bem grosso, e curti a madrugada gelada literalmente aos pés do pé de Pitanga.

As flores sobreviveram, e tivemos uma colheita abundante de PITANGAS, que, por acaso, é uma das raras frutas bem tropicais que eu realmente gosto, e que não me fazem mal. Pois é. Parece exagero, mas pensem que tendo nascido em uma chácara, na região Oeste do Paraná, nosso pai montou um pomar de dar inveja a qualquer um: 

- Mais de 50 pés de frutas, todas plantadas em distâncias ideais entre si, para receberem luz solar. Dessas 50 eu podia comer 5: laranja doce (chamada aqui na Serra Gapucha, de laranja do céu), lima da pérsia, pêssego branco, ameixa vermelha, uva verde (não a rosa e nem a roxa), e bergamotas quando bem verdes. Somente aos 40 anos, vivendo na Suíça, por algum motivo que não sei explicar, comecei a tolerar bananas, abacate, melancia, e outras, que no Brasil me faziam mal mesmo.

Aliás, o que constatei na volta ao Brasil, é que frutas tropicais em geral, ou muito maduras, por terem muita acidez, é que me faziam mal desde menina. Na verdade, ao conversar com uma Suíça em visita à Jarinu (SP - onde morei na volta da Suiça), ao me ver comer bergamotas verdes e eu lhe falar o motivo, ela me disse que por isso para crianças menores costumam dar frutas cítrica verdes, por conterem menos acidez que as maduras! Ora, tive que morar na Suiça, voltar ao Brasil, para uma Suiça me explicar isso no Brasil!!! A vida dá cada volta curiosa.

Curioso mesmo é que o sol tropical me dava dor de cabeça e até ânsia de vômito até os 13 anos –  depois algo mudou como que por mágica - por isso sempre gostei de dias nublados, de chuvas, etc. Porém, ultimamente cansei de climas úmidos e frios! Um frio seco é de longe mais agradável.

Last minute: Interessante comentar que este amigo suiço-italiano (e mãe alemã, lembrei depois), ao falar do frio úmido daqui, ele contou que viveu um tempo em Portugal, e lá fazia um inverno úmido, diferente do frio seco da Suíça, e que tal frio parecia penetrar nos ossos! Ora, bem isso! Finalmente me senti compreendida, ao não me contradizer, quando falo que aguento bem o frio e até gosto, mas daí reclamo do frio... úmido!

HelenaS

06Jul26



O pé de pitanga em flor.
E acredite, foi sorte achar esta foto, pois tenho MUITAS fotos, e embora muitas estejam organizadas em álbuns virtuais, mas, nem todas (ainda).

A seguir fotos de onde morei por 13 anos. Algumas geadas eram tão fortes, que parecia que tinha nevado. Mas após 2015, aprox., elas foram ficando mais fracas.
Isso me faz lembrar um ano em que deu -6 negativos. Isso porque o termômetro só ia até -6. Sei que no dia seguinte, ao constatar que fazia 7 graus, eu comentei espontaneamente com minha Mãe:
- Nossa, tá calorzinho: 7 graus!








NA FOTO ACIMA, SE DEREM ZOOM, VERÃO O NOME HARAS

Um dos muitos no município de Tijucas do Sul, conhecida por seus Haras, Recanto Saltinho, como pelo fato de Sergius Erdelyi (austro-hungaro), artista visual multifacetado, ter escolhido a cidade para viver desde 1974; para quem trabalhei de 2011 a 2015, quando ele partiu com 95 anos. Aliás, vale a pena ler a Biografia resumida, que salvei no blog Museus Sergius Erdelyi  clique - pois ele não foi somente um artista multifacetado, mas um ser humano multifacetado, chegando a receber o codinome de Leornado da Vinci ou o Homem da Renascença da Era Moderna, se não me falha a memória, pela então Embaixadora da Áustria, Marianne Feldman. Detalhe: a casa onde ele morou até  final de sua vida, e onde eu trabalhei como Assistente Administrativa em seu Atelier, desde 2018 se transformou no Espaço Sabiá Laranjeira, que realiza eventos diversos.

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